quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Sono em excesso, vida ao avesso.

Tá bom...


Meu motivo de indignação de hoje é o sono excessivo que estou passando nos últimos tempos..


Não é possível, não é NORMALLL!!


Desde sempre tenho um sono daqueles de matar. 
Já fiz certas coisas que nem eu acredito.


Quando eu era mais nova, tipo, uns 9, 10 anos, minha mãe me "acordava" de manhã, mas eu lembro que eu só acordava depois de um tempo, e já tinha ido no banheiro, escovado os dentes... tudo parecia uma magia, até o dia em que eu descobri que minha mãe trocava a minha roupa, escovava os meus dentes e me colocava pra fazer xixi... Tudo isso meio sonâmbula, pq eu realmente não lembrava que tinha acordado.
Daí, até a escola eu dormia também, no carro.




Fui crescendo e nada mudou.
Já dormi no chuveiro. Sim, Encostei a cabeça na toalha que estava pendurada e dormi durante uns 15 minutos de madrugada no chuveiro.
Já dormi de pé no ônibus lotado.
Já dormi sentada na escada do ônibus lotado.
Já dormi no ombro de um gordinho desconhecido, super macio, num ônibus lotado.
Dormi no cinema assistindo avatar.
Dormi assistindo vários outros filmes.
Já dormi na balada... sim.. 
Já dormi brincando com o meu cachorro.
Já dormi com a cara no teclado do notebook.
Mas as vezes que são campeãs:


Uma vez, voltando do curso técnico a noite, liguei pra minha mãe e disse: Mãe, quero comer arroz doce.
Quando cheguei em casa, depois da meia noite, tomei um banho, arrumei um pratão de arroz doce, liguei o abajur no meu quarto, sentei na cama, me cobri com o edredon, comi 2 colheradas e puft! APAGUEI.


Acordei eram 3 da manhã, com um prato de arroz doce intacto no meu colo, foi quando eu pensei: "UFA!, não caiu o arroz doce..."
Foi quando fiz uma merda, sem notar que tinha dormido com a palma da mão em cima do arroz doce, 
passei a mão no rosto, para tirar o cabelo da cara... foi quando eu senti o cheirinho delicioso de arroz doce na minha cara ... foi de fuder o cu do palhaço aquele dia..


A outra vez campeã, foi quando indo no banheiro do cursinho, beem de manhã, ninguém tinha chego ainda... fiquei dormindo no sofá da recepção. Eram 6:30 da manhã.
Logo depois, todo mundo chegou e a idiota não ia ficar dormindo na recepção.
Pensei: Hj a primeira aula é do professor que fica bravo quando alguém dorme... Preciso de um lugar pra dormir.."
Peguei minhas coisas e fui no banheiro antes de entrar na sala. Chegando lá, o banheiro estava cheio e eu fui para o de deficientes que ficava numa porta do lado.
Entrei. Fechei a porta.
Foi quando eu percebi que, mesmo depois de estudar um tempão lá, nunca tinha notado o oásis do sono que aquele banheiro poderia ser.
Sim. Dormi lá durante 2 horas e meia, muito confortável, no chão, entre a privada e a parede, num silêncio maravilhoso..


Quando entrei na sala, minha amiga perguntou : 
- Nossa, chegou só agora??
- Não, estava no banheiro mesmo - Respondi, sem nem pensar o que ela poderia imaginar com a resposta...


Agora, esse sono me prejudica.


PORRA, EU FAÇO ARQUITETURA! NÃO DURMO!


Sem dormir, meu humor só piora. Fico cada vez com mais raiva e falta de paciência com as pessoas.


É de cair o cu da bunda, o tanto de sono que eu tenho.


Isso me deixa revoltada.
Mas daqui a pouco passa, como sempre.


            
http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI148505-17770,00-QUEM+DORME+ATE+TARDE+NAO+E+VAGABUNDO+DIZ+CIENCIA.html

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Falta de água..








Agora chega.
ACABOU A ÁGUA NO PRÉDIOOOO!!!
Tomei coragem durante hooooras para lavar a maldita louça...e quando finalmente tomei vergonha na cara, pá!
Não tem água.
Isso me revolta!
E se eu ficar com caganeira?? Descarga nem pensar...
Vou cagar na porta do meu vizinho que tá fazendo a reforma no apartamento de baixo. 
Quem sabe ele não pisa, escorrega, bate a cabeça e morre!

Tive que adotar maneiras de impedir que o cheiro de podridão tome a casa... fechar a porta, abrir a janela, passar frio... merda!

Tô com raiva, mas logo passa, como sempre..

Louça suja, raiva garantida.





Sim, hoje, um dia chuvoso. Vontade de mandar todos pra puta que pariu e dormir até chegar amanhã. Mas não dá.
Preciso, no mínimo lavar a louça.
Eu odeio lavar louça. Eu sei, TODO mundo odeia. 
Mas sempre tem aquela pessoa que diz: "Ah, eu gosto de lavar louça, quando tá calor, refresca..."
Quer refrescar, toma um banho!! Toma um copo de coca-cola, que deve ser a água que passa no rio lá no céu, um rio de coca cola. 
EU AMO COCA COLA! Tomo coca no lugar de água; antes de dormir, no lugar do leite.
Coca-cola dá a vida, e se faltar, tira a vida, pois eu posso morrer lentamente na abstinência de coca-cola. TOME COCA-COLA!!!






Enfim.. ACABOU A COCA! e eu tenho que lavar louça. 
Na minha cabeça essa situação está assim:

(falta de coca) + (dia frio e chuvoso) + (louça podre pra lavar) = 
ódio mortal + raiva + ódio = 
post no blog/diario de tratamento.


Se a louça estivesse simplesmente suja, beleza!
Mas, porraaaa!
O ralo está entupido! A louça tá fedendo bicho morto podre! A água está gelada! Os pedreiros estão em obra aqui do lado de casa com uma britadeira desgraçada que eu já gritei pra eles enfiarem no cu!!
Mew! Não sei de onde os cantores sertanejos (que eu não sei o nome) tiraram a frase: "Que vida boa, ôoo, que vida boa.."
Porra! A vida é boa??? Caralho, eles devem ter um armário só de coca-cola e muitas empregadas pra poder falar isso.
Foda-se!
Tô com raiva porque eu lembrei dessa música idiota.

Daqui a pouco passa, como sempre.


segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A véia maldita

Ok, estou começando nessa coisa de blog. 
Não sei como funciona, porque sou péssima nessas coisas de blog, twitter e afins. Facebook pra mim é pior do que aprender a usar a calculadora financeira da minha mãe.
Enfim, escrever aqui pode ser uma maneira de me livrar de tanta raiva e ódio nesse coração. 
Podem me perguntar porque. Porque tanta raiva!? Porque tanto ódio?! EU NÃO SEI! EU SOU ASSIM! É maior que eu. 
Sinto vontade de matar pessoas no transito, de gritar com todos e empurrar gente lerda. Pode ser maldade, mas é o meu jeito. 
E olha que eu não sou uma pessoa má.
Eu, como o resto das pessoas como eu (que eu acho que sim, existem outros "adoradores de vingança" e "apreciadores de mandar tomar no cú", no mundo...) guardo a raiva na hora e ela se multiplica feito gremlins quando em contato com a água. Quase uma progressão geométrica de ódio e revolta.
Eu pensei que precisava colocar isso tudo pra fora de alguma maneira, um diário, um grito, uma caixa de lexotan, qualquer coisa... Pensei, pensei.. um blog é mais saudável.
O fato que me fez refletir sobre arrumar um tratamento para minha raiva, foi um dia de calor, num ônibus..


Naquele dia tinha acordado com uma puta dor de cabeça, às 5 da manhã e tomei logo 2 comprimidos de tylenol 750mg, que mais parece um supositório. Aquele remédio maldito desceu minha garganta rasgando, porque foi de ladinho e enroscou em alguma coisa... bebi uns 2 litros de água pra desengasgar e logo depois quis gorfar, porque eu ODEIO ÁGUAAAAAA! (falo sobre essa raiva depois). Voltei a dormir. Acordei cambaleando, me arrastei até o ponto de ônibus pra ir pra faculdade. Passei um dia desgraçado, como sempre. Tendo que olhar na cara de pessoas que eu gostaria de jogar gasolina e ver morrendo lentamente (depois conto o motivo do ódio).
Depois de ser liberada mais cedo da aula de um professor que também odeia tudo (incrível, tudo é ruim, tudo não é o suficiente), fui para o ponto de ônibus acompanhada da fiel escudeira, minha vizinha ruiva, que simplesmente da risada de tudo. Tudo. TUDO. Eu sou o mal humor, ela é o bom humor.
Chegamos no ponto de ônibus e com o sol de Bauru, o banco estava quente a ponto de dar hemorróida ao cu mais forte do mundo. Esperei durante uma hora pelo ônibus maldito, que estava parado a poucos metros mas o motorista pau no cu, tinha ido mijar... 
O ônibus andou.
Dei o sinal.
Como sempre o motorista não parou com a porta na minha frente (filho da p...).
Entrou minha amiga ruiva e eu dei passagem para uma velhinha muito velha mesmo, do tipo em putrefação, entrar.
Entrei logo depois da velhinha.
A ruiva passou da catraca e reservou o banco dos bobos para sentarmos (banco dos bobos é o nome que um amigo de faculdade deu para aqueles bancos altos, no fundo do ônibus).
A velhinha estava procurando o cartão do ônibus numa bolsa que devia ter umas dez caixas de remédios, uns biscoitos de polvilho, uma fralda geriátrica, naftalina, dentaduras extras e sei lá mais o que. Se ela sabe que vai perder o cartão, porque não coloca num lugar mais fácil???? Poorrrrrrraaaa! Pendura na orelha, guarda no sutien, coloca no adesivo da fralda, MAS NÃO EMPATA A VIDA ALHEIAAA!
Tudo bem, até aí, eu sou uma ótima pessoa. Coloquei a mão no bolsinho reservado pra dinheiro do ônibus (Simmmm, não fodo com a vida alheiaa!) E notei que tinha uma nota de dez reais, somente ela.
Estava atra da velha, e o cobrador estendeu a mão de modo a pegar a nota de dez reais e começar a adiantar o troco. E a velha procurando o maldito cartão.
O cobrador me deu o troco e apertou o botão pra liberar a catraca PRA MIM, já que a velha não achava o cartão. Foi quando, nesse pequeno intervalo de tempo, a luz liberou minha passagem e a véia colocou o cartão dela na máquina. Eu, sabendo que estava certa, passei pela catraca.
Em poucos segundos a velhinha doce e podre que eu deixei passar na minha frente, se transformou num monstro e  berrou:
- Ei mocinha, você passou na minha frente e eu paguei.
Eu olhei para o cobrador e para a velha e falei:
- Mas eu paguei...
E quem disse que a velha me deixou falar??? Logo foi falando:
-Ai, esses jovens, ninguém controla, não têm mais respeito com gente de idade, um dia ela vai ficar velha.. bçá blá blá
O cobrador sem mãe nem falou nada! simplesmente me fez um sinal com a mão, querendo dizer "Ignora, ela é louca.."


Eu olhei pra véia, e quase me esqueci de que minha mãe sempre disse pra respeitar os mais velhos. Naquela hora, tinha vontade de voar naquela filha de uma puta véia arrombada, jogar ela no chão e chutar até que ela falasse:
-Desculpa moça, eu sou retardada, tô assada por causa da fralda e tô nervosa. Não tomei meu gardenal hoje e acabei falando merda.
Chutar mesmo, dar bicuda, igual o Brad Pitt dá na Angelina Jolie em Sr. e Sra. Smith.
Ela realmente achou eu precisava roubar uma passagem de ônibus dela e ainda falou dos meus hábitos com velhinhos! Porra, várias vezes fui de pé num ônibus lotado, em plenas 18h no trânsito de São Paulo pra deixar o velhinho sentar! E eu levo umas 3 horas pra chegar em casa!!! Porra! Velha desgraçada! Colocou em dúvida anos de boas intenções por causa de uma porra de uma passagem de ônibus.
Quando sentei, estava possuída, parecia que tinha um monstro dentro de mim. Parecia que eu ia voar naquela velha desgraçada a qualquer momento.
A velha resmungou durante a viagem inteira.
Ela desceu. Pensei em descer com ela e encurralar a monstra num beco e torturá-la, de modo que ela tivesse realmente razões para falar mal de jovens. 


Velha pau no cu.


Fiquei com raiva durante mais algumas horas. Depois passou, como sempre.